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Colóquio Internacional Discursos de Ódio nos dias 04 e 05 de novembro de 2019, na FFLCH-USP.

Os discursos de ódio têm se proliferado neste século XXI, reciclando velhos preconceitos que dão sustentação a atos racistas contra diversos grupos étnicos que, ainda hoje, encontram-se marginalizados da sociedade. Tais manifestações têm se aproveitado de fissuras abertas pelas frágeis democracias, atualmente atacadas pelo uso indiscriminado da força física e simbólica perpetrada por grupos, sobretudo, da extrema-direita. Tal situação diz respeito a todas as nações ditas civilizadas, que têm sido abaladas pelo racismo e pelo antissemitismo. Inúmeras têm sido as tentativas de padronização das identidades nacionais e de negação da memória do Holocausto por parte de grupos interessados em recuperar elementos racistas sustentados no passado por adeptos das ideologias nazistas e fascistas.

Entendemos que este momento requer, em caráter emergencial, a reafirmação do papel das universidades, as quais, em parceria com a sociedade civil, devem investir contra o racismo plurifacetado que todos os dias tenta cooptar adeptos para as suas propostas de negação das diferenças e atos de violência.

Tendo em vista essa necessidade, foi idealizado o Colóquio Internacional Discursos de Ódio, que ocorrerá nos dias 04 e 05 de novembro, no prédio de História e Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (auditório Nicolau Sevcenko). Os ouvintes que desejarem receber certificado de participação do evento deverão se inscrever pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou realizar o credenciamento no primeiro dia do Colóquio. 

 

 

 

Eva Raimann Cabral, autora do livro Árvore com asas, passarinho com  raízes, estará amanhã, sexta-feira, dia 22 de março, autografando na Livraria da Vila, da Rua Pamplona 1704.

 

Eva nasceu em Viena em 1937 no seio de duas famílias judias, ambas muito unidas e, portanto, com as perspetivas de crescer feliz num belo ambiente familiar. Em 1939 com o Anschluss – anexação da Áustria à Alemanha de Hitler – a situação e as perspetivas para os judeus tornaram-se sombrias. Neste seu livro de memórias, a autora apresenta a saga das famílias Raimann, Weidmann, Schlesinger, originárias do então Império Áustro-Húngaro que tiveram de deixar suas terras (“árvore com asas”) nos loucos anos de Hitler, espalhando-se pelo mundo, sem nunca mais se encontrarem e a maioria dos que lá ficaram foram mortos nos campos de concentração. Em 1939, seus  pais e ela refugiara,-se na Bolívia e, em 1947, emigraram para o Brasil onde,  por  razões profissionais,  viveram em várias cidades: Fortaleza, Salvador, São Paulo, São José dos Campos e Rio de Janeiro. Para expressar suas grandes alegrias, recordações e amizades duradoras (“passarinho com raízes”), Eva narra com maestria sua trajetória de vida nestas comunidades de abrigo. Revisita seu passado, valendo-se da metáfora “ passarinhos com raízes”.  Vencedora, Eva formou-se  em Engenharia Eletrotécnica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 1960,  trabalhou no ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica em São José dos Campos e, depois, no Instituto de Eletrotécnica da Universidade de São Paulo. Em 1962, concorreu a uma bolsa de estudos para França onde conheceu seu  marido, português, razão pela qual, mais tarde, foi viver em Lisboa em 1966 e acrescentou Cabral ao seu sobrenome, Em 1976 o casal mudou-se para  o Brasil onde permaneceu  cinco anos, durante os quais Eva trabalhou na Eletrobrás.

Enfim, este livro - alem de  uma lição de vida e sobrevivência - é também uma homenagem aos seus avós, bisavós e outros familiares cujas vidas foram interrompidas pela violência nazista. Serve de alerta às novas gerações que, em breve, não terão mais acesso aos testemunhos vivos do Holocausto. 

O livro pode ser adquirido na Livraria da Vila e também junto ao LEER-USP: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Esperamos vocês !

Maria Luiza Tucci Carneiro, Coordenadora da coleção Testemunhos (Projeto Vozes do Holocausto)- 

(Ed. Humanitas, FFLCH-USP; e do Programa Escreva a sua História.

 

Convidamos para o próximo SEMINÁRIO "CINEMA, HISTÓRIA E SAÚDE",  a ser realizado na Cinemateca em parceria com o LEER-USP.
Este evento divulga os primeiros resultados do  projeto   “As doenças e os espaços de exclusão”, envolvendo pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, sob a coordenação da historiadora Profa. Dra. Yara Monteiro, no LEER-USP.
O tema é decorrente do projeto anterior As doenças e os medos sociais, publicado no livro com o mesmo título pela Editora da UNIFEST. 
Este livro pode ser adquirido junto ao LEER: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou no dia do evento.
Diante destas novas investidas, um conjunto de documentários inéditos  foram encontrados na Cinemateca Brasileira, pelo historiador desta instituição Rodrigo Archangelo, pesquisador LEER e da Cinemateca.
A documentação analisada nos ajuda a entender os estigmas contra os pacientes de  certas doenças que, no dia-a-dia, são discriminados pela sociedade e tratados como párias sociais. 
Inscrições gratuitas:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
 
 
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Apresentação do livro "A imigração japonesa nas revistas ilustradas: Preconceito e Imaginário Social (1897 - 1945), de Marcia Yumi Takeuchi (in memorian). Participam: Ana Luiza Martins, Boris Kossoy, Elias Thome Saliba, Sedi Hirano e Maria Luiza Tucci Carneiro. Evento aberto ao público.

Local: Casa de Cultura Japonesa, Cidade Universitária, USP.
Livro: Imigração Japonesa nas revistas ilustradas (Edusp), à venda no local. Organização: LEER-USP
Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Evento: https://www.facebook.com/events/1670478206577138/?ti=cl

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O Seminário "Vozes do Holocausto: Testemunhos de sobreviventes poloneses. Ecos e silêncios de um genocídio", será realizado no dia 14 de junho de 2016, das 14 às 18hrs, no Auditório István Jancsó (Endereço: Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin - Rua da Biblioteca, s/n, Cidade Universitária).

Tanto a programação do Seminário como o mapa para localização do prédio que sediará o evento constam no convite que segue abaixo. Tendo em vista o limite de vagas, pedimos para que realizem suas inscrições enviando uma mensagem com nome, e-mail e Instituição/Universidade/Faculdade para nosso endereço institucional: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 
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Diretor de teatro judeu polonês que atuou no contexto do movimento de resistência artística e emocional sustentado por artistas, atores, diretores, autores e espectadores durante o período em que o nazifascismo dominou grande parte da Europa (1933-45). Estendo a análise para o período imediatamente após a liberação dos campos de concentração, especialmente o de Bergen-Belsen, por ser o Campo onde  Feder permaneceu dias antes e 5 anos no final da Segunda Guerra. A relevância desta conversa está em resgatar e analisar o percurso e a atuação de Feder, que, por meio da arte teatral, aliada à música, literatura e poesia, buscou o exercício ético do acolhimento coletivo e da cidadania. O artista desenvolveu um teatro, pouco documentado devido às circunstâncias de reclusão e proibição e, ao mesmo tempo, de denúncia, crítica e reflexão subterrâneas durante a vigência do regime nazista. Mais tarde, com o fim da guerra, institucionalizou-se este teatro, com maior registro, criando-se a Companhia Kazet Theater, no Campo de deslocados DP Camp Bergen-Belsen (1945-50), onde a reabilitação e recuperação da dignidade humana tornou-se uma urgência frente ao desenraizamento e ao trauma. Ações intervencionistas como estas se propagaram pelas cidades ocupadas, guetos e campos de concentração, enquanto reação ao processo de desumanização sustentado pelo Estado nacional-socialista e países colaboracionistas. Posteriormente, significaram também uma forma de participar da reconstrução de uma identidade, de um povo, de uma cultura. Abrir a perguntas será uma forma de esclarecermos dúvidas e aprofundarmos o assunto.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades.R$ 9,00 - credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes. R$ 15,00 - pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante. R$ 30,00 – inteira

Inscrições no site do SESC 

Palestrante:
Leslie Marko
Doutora em Estudos Judaicos e Árabe (FFLCH/USP). Pesquisadora do LEER/ARQSHOAH, .Docente da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Data: Terça feira  (24/05/2016)

Horário: 19h30 às 21h30

Local: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - 4º andar
Bela Vista - São Paulo. 

CONVITE CATEDRA INDIGENA

Currículo dos palestrantes:

Professor Doutor Casé Angatu (Carlos José Ferreira dos Santos): Indígena com o nome de Casé Angatu (Xukuru Tupinambá) e morador no Território Indígena Tupinambá de Olivença (Ilhéus/Bahia)

Doutor em História da Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo-FAUUSP - Linha de Pesquisa: História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo. Mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Graduado em História pela Universidade Estadual Paulista-UNESP. Atualmente é Professor Efetivo na Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC/Ilhéus-Bahia (Curso de Graduação e Especialização em História). Autor dos Livros: Nem Tudo Era Italiano, São Paulo e Pobreza na Virada do Século XIX-XX (Annablume/Fapesp. 2006 - 3a. Edição) e Identidades Urbanas e Globalização: constituição dos territórios em Guarulhos/SP? (Annablume/Sinpro. 2006). Na UESC e em conjunto com o Povo Tupinambá organiza anualmente o Seminário Internacional de Histórias e Culturas Indígena Índio Caboclo Marcelino. Na mesma instituição foi: Coordenador do Subprojeto de História PIBID/CAPES/UESC junto à Escola Estadual Indígena Tupinambá de Olivença-EEITO, da qual é atualmente consultor pedagógico, Presidiu a Comissão de Estruturação do Mestrado em História-UESC e atua como Consultor ad hoc da Câmara de Pesquisa e Pós-Graduação daquela universidade. Exerce a função de assessor/consultor científico do Conselho do Patrimônio Cultural e Histórico do Estado de Pernambuco e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi Professor Substituto Concursado nas seguintes instituições públicas: Universidade Estadual de Londrina-UEL (Cursos de História, Filosofia e Economia) e UNESP-Marília (Curso de Ciências Sociais). Organiza e administra periodicamente em diferentes instituições e cidades brasileiras o Curso de Extensão: Histórias e Culturas Indígenas - Saberes, Abordagens, Pesquisas e Possibilidades de Ensino (Lei 11.645/2008). Trabalhou na organização e coordenação do Conselho do Patrimônio Histórico, Núcleo do Patrimônio Cultural e Arquivo Histórico da Prefeitura Municipal de Guarulhos/SP. Co-organizou o Museu Histórico Amélia Amado em Itabúna/BA. Atuou no levantamento e reconhecimento dos grupos de cultura popular tradicional na região metropolitana de São Paulo. Possui experiência e atuação nas áreas de História Indígena, História Sociocultural, Memória/Oralidade e Patrimônio, com ênfase em História do Brasil, presença indígena e grupos populares. Atualmente desenvolve junto à UESC pesquisa e orientação envolvendo a história indígena, identidades, territoriedades, patrimônios e a formação sociocultural de algumas cidades no Sul da Bahia.

Resumo da palestra:

A história brasileira é marcada por continuas tentativas de genocídios e etnocídios dos Povos Indígenas. No entanto, os mesmos (re)existem de diferentes formas nestes mais de cinco século desde a chegada europeia neste território. A presente troca de saberes procurará discutir alguns desafios em relação aos protagonismos indígenas que por vezes são ignorados mesmo por aqueles que procuram aplicar a Lei 11.645/2008, que tornou obrigatória a temática da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena na rede oficial de ensino. Para isso, objetiva assinalar na direção da necessidade do diálogo entre o ensino das Histórias e Culturas dos Povos Originários, a produção dos conhecimentos acadêmicos e os saberes/vivências indígenas. Por fim, busca estabelecer reflexões acerca dos compromissos social e cultural dos envolvidos no processo educacional e na produção do conhecimento para enfrentar os desafios na implementação dessa lei e, acima de tudo, em respeito as lutas e vivências indígenas.

Doutoranda Marcia Mura (Marcia Nunes Maciel) faz parte do Povo Indígena Mura

Possui graduação em História pela Universidade Federal de Rondônia (2001). É mestre em sociedade e Cultura na Amazônia, pela Universidade Federal do Amazonas. Realizou pesquisa de história oral com o Povo indígena Cassupá e mulheres da Amazônia. Tem experiência com educação escolar indígena, vem realizando pesquisa com pessoas que vivenciaram espaços em seringais da Amazônia. Atualmente é doutoranda em História Social pela Universidade de São Paulo - USP, é pesquisadora do Núcleo de Estudos em História Oral/ NEHO - Núcleo de Estudos em História Oral. Em 2010 foi contemplada no edital de intercâmbio cultural do MINC para apresentar sua pesquisa de mestrado com mulheres que vivenciaram o espaço do seringal no encontro internacional de história oral realizado em Praga. É autora do livro 'O espaços lembrados: Experiências de vida em seringais da Amazônia.

Resumo da palestra:

Apesar da política de apagamento da memória indígena pensada e praticada pelo ESTADO muitas comunidades da Amazônia às margens do rio e na floresta denominadas ribeirinhas mantém um modo de ser indígena cultivando suas vidas ligadas à natureza. Por meio da história oral foi possível reconstruir a memória indígena de algumas comunidades no trecho de Manicoré/AM à Porto Velho/RO. A partir desse trabalho que resultou em narrativas textuais de tradições orais propõe-se realizar o fortalecimento da afirmação indígena nas comunidades geradoras das narrativas construídas em colaboração para a tese de doutorado “Tecendo tradições” de minha autoria como proposta de aplicação da Lei 11.645/2008, que tornou obrigatória a temática da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena na rede oficial de ensino.

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Diferente do que muitos pensam, os "ciganos" não representam uma "religião" nem possuem uma "religião oficial". Geralmente adotam a religião do país em que vivem. Por isso podemos encontrar, nos mais diversos lugares do mundo, muitos ciganos evangélicos (especialmente pentecostais, como é o caso da Espanha), católicos, islâmicos, testemunhas de Jeová, devotos de Santa Sara Kali etc.

Parte dessa pluralidade religiosa se explica pelo constante trânsito cigano entre países europeus em séculos passados, fato gerado principalmente pelas políticas de perseguição aplicadas por sociedades hegemônicas no Continente. Odiados, rejeitados e desprezados, os ciganos, dentre outros mecanismos, buscaram forças para lutar pela própria existência na religiosidade, buscando diferentes deuses, mesmo deuses "estrangeiros", de outros povos, mas que foram adotados para si.

Enfrentando todo tipo de preconceito ao longo da história, muitos renunciaram suas crenças e práticas religiosas e as "adaptaram" e/ou as reelaboraram nos mais diversos contextos, como é o caso, por exemplo, do período da Inquisição, onde muitos ciganos foram perseguidos por considerar-se que "não tinham religião". Refletir sobre isso é nosso propósito nesse encontro, que objetiva oferecer um quadro de referências sobre o tema da pluralidade religiosa entre os ciganos, relacionando-a ao tema da identidade étnica.

Contando com a participação de pesquisadores de diferentes áreas, bem como de ciganos de diferentes confissões religiosas, esperamos que o encontro incentive a produção de mais pesquisas acadêmicas a fim de enriquecer o conhecimento sobre os ciganos no Brasil. O encontro destina-se a pesquisadores, acadêmicos, representantes ciganos e poder público, bem como a todos que se encantam com o tema da religiosidade. Esperamos que os conteúdos apresentados no encontro sirvam como referência e encorajamento para ações diversas que melhorem a vida dos queridos ciganos e promova o respeito e a inclusão social.

Igor ShimuraOrganizadorPresidente da Associação Social de Apoio Integral aos Ciganos (ASAIC)

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Lançamento do livro: O Fio Invisível da Felicidade
A história da família Eliaschewitz  (da Série Testemunhos/Editora Humanitas)
Data e local: :  segunda-feira, 16 de novembro, das 18:00 hs às 21:30 hs, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi.
Apresentação do livro: pelos autores Katia Lohn e Eugênio Benito  Jr,  e  pela Profa. Tucci Carneiro, organizadora da Série Testemunhos e autora do Prefácio.

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