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Incentivar pesquisas sobre os diferentes tipos de discriminação (racial, política, social, religiosa, de genero ou de idade) que podem levar à exclusão social. Através da produção de conhecimentos e de ações educativas pretende interferir na realidade em prol da construção de um mundo melhor, mais tolerante.

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2018-2020
PROJETO:
ESPAÇOS DE EXCLUSÃO: HISTÓRIA E MEMÓRIA [em andamento]
COORDENADORAS: Profa. Dra. Yara Monteiro e Profa. Dra. Maria Luiza Tucci Carneiro 

Objetivos: reavaliar a história dos espaços de exclusão enfatizando a importância de demarcamos esses lugares de memória. Através de uma abordagem multidisciplinar pretende-se analisar o papel do Estado no controle dos corpos e das mentes que, de alguma forma, implica em processos de normatização, exclusão e construção de saberes. Através de estudos específicos pretende-se avaliar situações-limite que colocaram ( e ainda colocam) em risco as formas humanas de conviver em sociedade, comprometendo a liberdade que cada cidadão tem de “ser pessoa”. Tais fissuras servem de alerta, pois fragilizam a democracia. Trata-se também de propor políticas públicas que possam promover a cultura da tolerância com o objetivo de denunciar práticas opressoras que, no passado, excluíram as pessoas e ampliaram as desigualdades.

Pesquisadores

Ana Luiza Martins (Condephaat; LEER-USP)
Bruno Giovanetti (LEER-USP)
Claudio Bertoli (UNESP/SP)
Ieda Marques Britto  (LEER-USP) 
Maria Luiza Tucci Carneiro (LEER-USP)
Norma Marinovic Doro (Universidade Federal de Três Lagoas; LEER-USP) 

Pós-Graduandos

Antonio Ackel  (Mestrando em Filologia e Língua Portuguesa/USP; Bolsista CNPq Erasmus/Rijksuniversiteit Groningen/Holanda)
Julio M. Tonetti  (PUC/SP; LEER-USP).

 

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2015-2017
PROJETO: AS DOENÇAS E OS ESPAÇOS DE EXCLUSÃO [encerrado]
COORDENADORAS: Profa. Dra. Yara Monteiro e Profa. Dra. Maria Luiza Tucci Carneiro 

Ementa: Pretende-se inventariar arquivos e museus de natureza institucional e pessoal, conjuntos documentais, que são fontes importantes para pesquisas que privilegiem o viés histórico sobre as práticas e representações em torno dos estudos sobre as doenças e dos cuidados com os próprios doentes, assim como identificação dos espaços de exclusão.

Objetivos:

- Identificação de espaços de exclusão, confrontadas com memórias inscritas na arquitetura de edifícios e seus porões, no depoimento dos funcionários e nos arquivos;
- Reconstituir a história do Hospício do Juqueri a partir de experiências pessoais de funcionários e doentes, trazendo a público um conjunto de tramas que alimentam a memória;
- Identificar e analisar as publicações médicas com base nos prontuários médicos dos doentes, priorizando os diagnósticos e as indicações terapêuticas aplicadas entre 1925-1950;
- Analisar a história dos pacientes de hanseníase (lepra), identificando o processo de estigmatização, o medo do contágio, aliados ao crescimento da endemia que, de certa forma, contribuíram para que pressões sociais fossem feitas sobre os governantes;
- Identificar e analisar as políticas públicas que permitiram o isolamento compulsório dos doentes.

Pesquisadores:

Prof. Dr. Claudio Bertolli Filho (UNESP)
Profa. Dra. Laurinda Rosa Maciel (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz)
Profa. Dra. Yara Nogueira Monteiro (Instituto de Saúde; LEER/USP)
Profa. Dra. Katia Cibelle M. Pirotta (Instituto de Saúde; LEER/USP)
Profa. Ms. Claudia Cristina dos S. Silva (LEER/USP)
Profa. Dra. Maria Luiza Tucci Carneiro (LEER/USP)
Dra. Norma Marinovic Doro (UFMT)
Dr. Bruno Giovannetti (LEER/USP) 

Parcerias: Instituto de Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

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2008-2013
PROJETO: AS DOENÇAS E OS MEDOS SOCIAIS [encerrado]
COORDENADORA: Profa. Dra. Yara Monteiro (Instituto de Saúde Pública)

Ementa: Esse projeto se insere em um campo do conhecimento ainda pouco explorado: o da história das doenças, dos medos, da discriminação e de sua repercussão no meio social. A proposta é multidisciplinar ainda que a doença "pertença à história": ela está ligada a história dos saberes, a história da ciência, da técnica, das instituições e das mentalidades. Nele procura-se a repensar o papel da ciência, da morte e da vida, dos profissionais e das terapêuticas em diferentes contextos e momentos históricos. É muito difícil pensarmos as doenças ou os doentes sem fazermos uma relação direta com os excluídos, os parias sociais. O homem, como um ser mortal, sempre teve dificuldades em lidar com as doenças e as epidemias. Sempre tivemos medo da doença pois optamos por viver no reino da saúde cujas fronteiras são frágeis, circundadas por armadilhas escancaradas. Importante lembrar que em tempos de crise, os fatos contribuem para justificar a discriminação e favorecer o preconceito, peste que subsiste. A persistência dos estigmas contra os doentes ou rotulados como tal tem demonstrado que, muitas vezes, o mito e a realidade entrecruzam-se e sobrepõem-se. É sobre este prisma que procuramos reavaliar as doenças e os medos sociais com o objetivo de instigarmos o debate que incide sobre diferentes campos do conhecimento.

Objetivos: Desenvolver projetos que, em diferentes contextos e momentos históricos, auxiliem o repensar das diferentes faces da estigmatização de doenças e discriminação de corpos doentes, contribuído assim para a compreensão e diminuição dos mecanismos de exclusão social.

Pesquisadores e seus projetos: 

Yara Nogueira Monteiro: Direito, Doença e Discriminação: a normatização da vida dos pacientes de hanseníase durante a época do isolamento compulsório (1928 – 1967).
Norma Marinovic Doro: Doença e legislação imigratória: as barreiras legais aos corpos indesejáveis.
Cláudia Cristina dos Santos: Infância e Discriminação: a estigmatização dos filhos de portadores de hanseníase.
Mariana Cardoso dos Santos Ribeiro: O temor do contágio e os reflexos na legislação brasileira: o isolamento do doente de "lepra".

Parcerias: Instituto de Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

 

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